
Espaço destinado à sensibilidade. Aos criadores e suas criaturas. Para tudo aquilo que nasce, cresce e transborda dos criadores e não deve ficar só para os mesmos. Dedico para todos e tudo aquilo que me inspira.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
FOTOS: SÉRIE GENTE

sexta-feira, 9 de outubro de 2009
FOTOS: SÉRIE TANGO
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
TEXTO: DESEJO

Sonhos misteriosos
TEXTO: MUITA FALTA
Quando fôr não vou levar o celular. TEXTO: MEDO

Tinha medo de te tocar aproximava, parava, recuava, queria, mas não sabia o quanto podia te afagar. Sua boca próxima, úmida, aberta, gostosa de rosa macio jorrando palavras de uma voz sensual impelia ao contato ao beijo forte de muitos minutos de muitos desejos de muitas visitas de muitas trocas de tantas salivas de gostos e sabores do início de tantas atitudes era impossível recuar. A luz por detrás, iluminando teu corpo mostrando formas e curvas movimentos macios aproxima e afasta, vira e revira, roupas que caem pele que surge seios que toco gemidos que ouço da tua boca gostosa que fecho com beijos que me fazem carinhos me induzem idéias. Busco teu corpo encontro calor, suores e arrepios, pele e pelos sentidos. Teu corpo se verga o meu se esparrama se afasta, me encosto me puxa, te aperto teus gritos me abafam meus gemidos sufocam tremores e espasmos muitos líquidos se encontram num mesmo momento perdemos o medo de nos encontrar.
TEXTO: HORA
TEXTO: VELHICE

Criança esperta
Texto e Foto: Orley
terça-feira, 22 de setembro de 2009
PROFISSÃO: FOTÓGRAFO E DESIGNER
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
FÁBULAS: CRÍTICAS CELESTIAIS

Deus estava revendo seu projeto de formação do mundo, nos velhos pergaminhos manuscritos por Êle mesmo quando se aproximaram dois anjos, um de branco, outro de vermelho.
O anjo de branco pergunta ao Senhor:
- Mestre, estes são os planos da criação do Universo?
- Sim. Responde o Criador sem maiores comentários.
- Estes planos já estão bem antiguinhos, diz o anjo de vermelho.
- Criarei o mundo em uns 6 dias e depois acho que volto a descansar. Brada o Criador.
- Acho que este trabalho vai deixá-lo esgotado, se precisar de ajuda é só pedir. Diz o anjo de branco.
- Seis dias? Nem pensar! É melhor rever este cronograma e colocar logo uns 6 meses no mínimo, diz o vermelho anjo.
- Seis dias e não se discute, diz o já zangado Criador.
- E este lindo planeta azul, terá muita água para gerar vida e ainda servirá para que seus habitantes desenvolvam seus conhecimentos de navegação? Fala o anjo de branco.
- Para que tanta água? É melhor dividir meio a meio, tem muita água e pouca terra neste troço. O pessoal vai perder um tempão para chegar de um lado a outro e ainda mais que está anotado que a água será salgada. Que horror! Acho melhor rever o projeto ou deixar este planeta de lado e criar outro.
- Chega! Não quero ouvir mais nada. Já tenho o que me faltava. Anjo branco, chegue mais perto. Vou te mandar para este planeta e serás o primeiro homem que iniciará uma legião de semelhantes que este local povoará, herdando tua boa vontade e teu espírito empreendedor. Sentencia o Criador.
- E eu? E eu? Reclama o anjo de vermelho.
- Tu? Serás enviado para as profundezas deste planeta, mas antes, como nada que faço lhe parece bom, e tu és também minha criação, farei algumas mudanças em ti, para ver se aprovas. Te darei chifres e um rabo para diferenciar dos demais. QUE ASSIM SEJA! Finaliza o Senhor.
Moral da estória:
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
NATUREZA: FLORES DE SÃO PAULO
JASMIMNATUREZA: CHUVA
NATUREZA: BORBOLETAS
NATUREZA: LÍRIO DO BREJO
FÁBULA: O CAVALEIRO E A APARIÇÃO

Em meio ao bosque, um riacho e o cavaleiro decide parar para descansar e dar trégua a seu cavalo. Enquanto refrescava sua face na água gelada do riacho, surge uma figura vinda do Sul. Em meio a névoa, sem distinguir direito, o cavaleiro puxa a espada para se defender e aguarda a imagem se firmar.
- Quem vem lá? Grita o cavaleiro.
A resposta não veio, apenas a imagem clareou e o cavaleiro pode vislumbrar a imagem de uma bela mulher. Pele alva, sorriso delicado, cabelos esvoaçantes, vestia uma túnica branca, larga e transparente.
- Desarme-se bravo cavaleiro. Sou de paz. Aconchegue-se, disse a bela mulher.
Com cautela o cavaleiro aproximou-se e pergunta?
- Me chame de Hellen, só Hellen é o que basta, vim para te iluminar. Tuas chagas não mais irá sentir. Na tua boca sorrisos colocarei e teu cansaço se esvairá, pois te trago a alegria, a luz e a paz. Disse assim a aparição.
- Agora dorme, pois quando acordares, novo homem será. Completou a mulher.
Dito isto, a mulher confunde-se novamente com a névoa e o cavaleiro sente sonolência. Deitou na relva e adormeceu, num sono profundo e tranquilo.
Ao acordar, pássaros cantavam, a névoa tinha cedido lugar a um sol quente e brilhante, e ao levantar o cavaleiro sentiu-se novamente leve, disposto e rejuvenescido. Só sentia um arder no peito, nunca antes sentido, como algo a lhe queimar.
Abaixou a túnica e notou que no local onde ardia, no peito, bem acima do coração, uma tatuagem escaldante marcava sua pele, e lia-se claramente a palavra Hellen.
A profecia havia se cumprido. O cavaleiro tomou seu cavalo e seguiu seu caminho com a certeza de que nunca mais seria infeliz. Agora tinha Hellen em seu coração.
Moral da estória:
Por mais cansado e desanimado que alguém esteja por trilhar caminhos certos na vida, sempre restará a esperança de algum dia alguém aparecer como que por milagre e voltar a dar luz à vida, e alegria ao coração. É só ter esperança. Esperança no destino e não desanimar.
Texto e foto por Orley: Fábula dedicada a todas as pessoas que sabem tornar este mundo um lugar melhor.
VERSOS E PROSAS: QUENTE

Está quente
Muito calor
A testa molhada
Suor sob o nariz
No peito, água que brilha
Na penumbra refletida
Ambiente aquecido
Ruídos ofegantes
Movimentos constantes
Corações palpitantes
Aumentam o calor
Fica muito mais quente
Fronhas e lençóis molhados
Calor absorvido
Fricção sentida
Suores espalhados
Corpos estampados
Está ainda mais quente
Muito mais calor
Temperatura alta
Gemidos em volta
Encosta e separa
Puxa e solta
Sincronizado vai e vem
A pressão aumenta
Batimentos aceleram
A carne exala
Está esquentando demais
Muito mais do que antes
Dedos não separam
Palma da mão que percorre
Um junta que aperta
Suores se encontrando
De cima para baixo
Gotas que caem
Formando novos suores
Frentes e costas
Inversas e juntas
Apoios e apoiados
Um acelera intenso
Para um intenso que explode
De um molhado afora
Para um úmido adentro
Um quente que fica
Outro tanto que sai
Algo que aperta
Firma o que expande
Leito que range
Pelo peso dobrado
Absorve calor exalado
O momento calado
Serve de abrigo
Para corpos cansados
Um pós relaxado
Momentos quentes
Com muito calor
Muito quente
Um quente gostoso
Em todo lugar
quarta-feira, 29 de julho de 2009
FRASES E PENSAMENTOS: PONTO DE VISTA
FRASES E PENSAMENTOS: FUSCA E BMW
quinta-feira, 23 de julho de 2009
FRASES E PENSAMENTOS: OPORTUNIDADE
FRASES E PENSAMENTOS: Ser humano versão 2.0
segunda-feira, 6 de julho de 2009
MOMENTOS: VIOLINO HÚNGARO
MOMENTOS: CARDÁPIO CHECO
MOMENTOS: AMSTERDAM
MOMENTOS: ROLLS ROYCE
MOMENTOS: ROTHEMBURG
MOMENTOS: FRANKFURT
MOMENTOS: SCHÖNBRUNN
segunda-feira, 1 de junho de 2009
PROSAS E VERSOS: TEU

Teu gosto, eu gosto
Teu cheiro e recheio
Tua boca louca, uma voz rouca
Nas estradas e entradas que leva
Nas curvas sob uma luz turva
No aquece que enlouquece
Nada que peça ou impeça
Refletindo no brilho
Dos olhares brilhantes
Dos lábios sábios
Dos suores e úmidos
Do quente apertado
Naquele recebe e oferece
Que mostra e se dá
Que pede e agradece
Como só você pode dar.
texto (22.3.2007) e foto: Orley
sexta-feira, 29 de maio de 2009
PROSAS E VERSOS: EMOÇÕES QUE SE ENCAIXAM

Por cima, e acima de tudo, vestido
Leve, mas leve para que veja tuas formas
Por baixo, e só abaixo, uma peça só
Só peço esta peça
Sinto, um cinto como convém
Para marcar a cintura, loucura
No mais, nada mais
Para que eu chegue e encoste
Presente pela frente
A saia quero que saia
Puxo, um luxo erguer num empuxo
Sobe, mostra e deixe que mostre
Joelhos, coxas e quadril
Um quente, quase carente
Um duplo molhado, olhado, oleado
Já sinto, talvez jacinto, forte como absinto
De frente, enfrenta
De perto, aperta
A alça caída, leva num leve levar
Do topo para o meio
Descobre o que te encobre
Pela pele, pelos pêlos
Montes que soube mostrar
Encosta, tuas costas
A nuca nunca esqueci
Um cheiro, ligeiro, mordente
E de repente, somos um só
Não mais só
Só outra vez, um só
Só como um só nó
Enrolado, lado a lado, enroscado
E lembro você a dizer, encaixado
Encaixa bem, é o bem encaixado
Encaixa tão bem que faz bem
Ficará sempre encaixado
No futuro e no passado
Exclusivo de nós dois
Bom que nunca foi tão bom!
Texto (20.3.2007) e foto: Orley
VERSOS E PROSAS: IMAGEM DA IMAGINAÇÃO
A janela aberta, o dia.Da luz umas lembranças.
Da névoa, difusas formas se juntam.
As nuvens carregam imagens de meu olhar perdido.
Os sons, pararam.
A realidade, sumiu.
Entre uma tragada e outra, um filme.
Um tapete, um abat-jour de luz amarela, uma música.
Desfaz-se e recria.
Lençóis, almofadas, penumbra.
Apaga e transforma.
Violetas, pretos, azuis orientais.
A mão no vidro da janela fria.
Parece que sinto.
Acetinados, brilhantes, todos caíndo.
Disperso, imagino e crio.
Cantos, encostos, colo, parede, piso.
A brasa do cigarro próximo ao dedo, lembra.
Calor, suor, temperatura subindo, formas que se juntam.
Na fumaça expelida, uma certeza.
Sensação, finalização, consagração e êxtase.
Na janela, a chuva, água, úmido, gotas que escorrem.
Apago tudo e volto para o chão.
Texto e Foto: Orley
quarta-feira, 27 de maio de 2009
FÁBULA: AS BORBOLETAS

A borboleta azul era um tipo imponente, gostava de ser livre e de voar para onde queria e quando queria. Voava alto, queria voar cada vez mais alto e adorava enxergar o mundo do alto.
A borboleta branca ao contrário, gostava de voar acompanhada e de cuidar de outras borboletas. Voava baixo, sempre baixo pois a altura não lhe importava, a distância do vôo era mais importante do que a altura.
O que as duas borboletas não sabiam era que genéticamente havia uma grande diferença entre elas. A azul, conseguia voar mais alto, pois não tinha coração, Isto a fazia mais leve e querer sempre atingir espaços mais altos. A branca por sua vez, tinha que carregar o peso de seu coração. Voava baixo, rente ao chão, não conseguia subir pois seu coração a impedia de fazer tentativas que estavam ligadas a estar livre do peso excedente.
O que a borboleta azul desconsiderava era que a borboleta branca sempre fora apaixonado por ela. Quando se cruzavam, a branca tentava alcançar a azul, mas a falta de coração sempre fazia com que a azul se distanciasse e voasse para onde sempre quis. Para o alto e para longe. Passava-se o tempo e as duas voltavam a se cruzar e as azul cada vez mais alta e mais longe. A branca tentava, tentava, tentava alcançar a azul mas esta, de sua altura, cada vez mais não percebia a branca à sua volta.
Um dia, a distância entre as duas ficou grande demais. A branca desistiu de tentar alcançar a azul, desistiu de tentar e não ser vista. Desistiu de se mostrar e não ser percebida. Desistiu de querer mostrar que seu branco era mais puro que das outras borboletas que voavam mais alto. Desistiu de fazer seus belos belos vôos razantes, de mostrar que voava na direção da outra por amor, de querer convencer a azul a descer um pouco da altura, de fazer com que a azul percebesse tudo de bom que esta tinha, e deixou a borboleta azul sumir em seu horizonte alto e egoísta.
Sozinha e tentando voar cada vez mais alto, a azul foi sumindo e envelhecendo sozinha, lá no alto, tentando sempre subir e subir. Até que um belo dia, pensando que estava voando muito alto, sem saber que suas forças já não eram as mesmas, voava no meio das nuvens que encobriam sua visão, bateu em uma grande árvore e caiu lá de cima. Estatelou-se no chão, sozinha e sem ninguém para acudir.
A borboleta branca também já bem velhinha, admirou-se de ver a azul abaixo, caída e batendo suas asas num último momento de vida. Ainda tentou descer e ajudar a azul, mas chegou tarde e a azul não tinha mais forças para resistir.
A borboleta branca seguiu seu caminho, voando baixo e levando consigo o peso do seu coração que sempre fez com que as duas nunca pudessem voar juntas.
Moral da estória:
Aqueles que não tem coração, conseguem ter a frieza necessária para voar mais alto pois não sentem remorsos em desprezar os que ficam abaixo e para trás, mas sem perceber, os insensíveis e egoístas acabam sendo vítimas da própria cegueira e um dia acabam esbarrando em algo que irá devolvê-los ao chão, e neste momento, ninguém mais poderá ajudá-los.











